Artesãos do RN debatem fortalecimento da categoria e pedem mais incentivo


Dados revelados pelo Sindicato dos Artesãos do RN (Sindarte) apontam que mais de 80% dos produtos comercializados nos shoppings de artesanato da cidade são produzidos fora do estado. “Os centros de artesanato são ocupados por artesãos e empresários de outros estados. Quem vem aqui encontra mais artesanato do Ceará do que daqui do Rio Grande do Norte”, afirma o presidente do Sindarte, José Augusto Pereira Lopes.
A reclamação ecoa no discurso de outros agentes que atuam com grupos de artesãos do estado e foi um dos diversos pontos discutidos na audiência pública realizada na manhã desta sexta-feira na Assembleia Legislativa. Para o propositor do debate, deputado Poti Júnior, reunir esse grupo de profissionais é mais importante ainda diante da realização da Copa do Mundo no RN. “Temos que preparar os artesãos para 2014 com a expectativa que possamos preparar o futuro desses profissionais”, disse.
A necessidade de articulação e fortalecimento do artesanato potiguar também foram debatidos. “Os artesãos do RN estão abandonados. Queremos abrir o diálogo entre os grupos, que são muito fechados”, disse José Augusto Lopes. Para a presidente da Federação Norte-rio-grandense de Artesãos (Fenart), Mônica Ferreira, além da Copa de 2014, é preciso reconhecimento e um tratamento melhor aos profissionais. “Somos tratados como pobrezinhos, como coitadinhos, mas não somos. Somos trabalhadores”, frisou.

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